“Nada resiste a uma briga familiar”, afirma especialista em gestão empresarial Emílio da Silva Neto disse que empresas familiares devem trabalhar a emoção e a razão para não desestruturar

  • 0
  • 18 de abril de 2018
Andre Miranda Fotografia (107)

Especialista em gestão empresarial familiar, o consultor Emílio da Silva Neto palestrou para mais de 40 jovens na noite desta terça-feira (17), no encontro “Sucessão Empresarial Familiar”, promovido pela CDL Jovem de Florianópolis, no Bellacatarina. No encontro – com a presença de sucessores e antecessores – o especialista orientou que nada resiste a uma briga familiar.

Com ampla experiência, o manezinho da ilha morou por 40 anos em Jaraguá do Sul, sendo que 20 deles foram dedicados à empresa multinacional brasileira WEG S.A, em que acompanhou a sucessão familiar da segunda geração e despertou o desejo de defender a tese de doutorado sobre o tema: “Compartilhamento do conhecimento tácito no processo de sucessão empresarial familiar”.

De acordo com o especialista, o modelo “conselho de família” é a forma mais adequada e eficaz para iniciar o processo de sucessão familiar. “É preciso uma análise em cada caso, mas o conceito é estratégico para reunir os familiares uma vez por mês por um tempo determinado para discutir os assuntos da empresa”, explica Neto.
Para ele, quanto mais os integrantes da família conversam sobre o assunto, maiores são as chances de obter uma transição bem sucedida. “Os processos de sucessão sempre possuem muitas interferências familiares”, alerta o consultor.

O índice de empresas familiares que não resistem a sucessão é muito alto. “As empresas são muito importantes, porém frágeis demais. É preciso trabalhar a emoção e a razão para não se desestruturarem num desentendimento familiar”, diz Neto.

Outro ponto importante que o consultor disse é a hora certa de realizar a transição. “São dois tempos: O sucedido tem que perceber a hora certa de passar o bastão da empresa e o sucessor saber aguardar e entender desde o início que é necessário se preparar”, pontua.
Além disso, a transição é feita de forma gradativa e pode levar de três a oito anos. “O período de sucessão vai depender do compartilhamento de conhecimento e informações, além da confiança adquirida”, finaliza Emílio Neto.

FAÇA PARTE DA CDL JOVEM FLORIANÓPOLIS QUERO PARTICIPAR